Como Mudar de Emprego

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Pesquisas mostram que mais de 80% das pessoas desejam trocar de trabalho neste ano. A entrevista ouviu especialistas em recursos humanos, coaches, psicólogos e consultores profissionais que mostram como fazer essa transição com segurança

Não são poucas as pesquisas que indicam uma alta no desejo do brasileiro de mudar de emprego em 2014. Todas apontam índices que mostram a presença dessa vontade em pelo menos 50% da população empregada, sendo que os estudos com os índices mais elevados batem os 80%, como é o caso do que foi calculado pela Consultoria Boucinhas&Campos. Esse estudo, aliás, mostrou que nada menos do que 73% dos que queriam mudar em 2014 começariam logo a busca. “O desejo de mudança é real, mas, de maneira geral, aflora com mais força na virada do ano”, diz Leila Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seção de São Paulo. O momento é propício por ser uma época em que todos fazem não só um balanço do que deu certo e errado no ano que se encerra, mas também planos para o que está para começar.

Dados da pesquisa:
  • 80% dos brasileiros desejam mudar de emprego;
  • 24% querem continuar onde estão;
  • 18% dos 24% desejam ser promovidos;
  • 12% querem trocar radicalmente o ramo de suas carreiras e pretendem trocar de área de atuação dentro ou fora da organização;
  • 6% querem um aumento salarial;

Para garantir que a ânsia de trocar de emprego não desapareça como mais uma promessa de fim de ano, há um longo caminho a ser percorrido. Porque reclamar do trabalho atual e prometer que “deste ano não passa” é fácil. Já mudar de verdade... Segundo estimativas de seis especialistas ouvidos, mesmo com a economia aquecida e os baixíssimos índices de desemprego, apenas cerca de 25% dos que manifestam a vontade de mudar conseguem, efetivamente, concretizar essa troca. Mas nada é impossível. Os especialistas ajudaram a elaborar cinco passos para garantir a transição de quem está comprometido com um projeto de mudança profissional e de vida. Não importa se as vagas estão no campo ou na cidade (leia quadro), se são no alto ou no baixo escalão e se são motivadas pelo de desejo de melhor remuneração ou de mais qualidade de vida – como deseja, aliás, mais da metade das pessoas que pretendem trocar de emprego em 2014. O guia é universal e traz ainda histórias inspiradoras de pessoas que arriscaram e mudaram suas vidas.


1. Crie um cronograma
Em um mercado de emprego aquecido como o brasileiro, em que as opções de um novo trabalho parecem mais numerosas do que nunca, é fácil se deixar levar pela empolgação e agir por impulso. O impulso, porém, é o grande inimigo das boas decisões. Por isso, ao identificar o desejo de mudança de emprego, é fundamental sentar com calma e criar um cronograma para garantir que a transição aconteça da maneira mais proveitosa possível. E, para todos os especialistas ouvidos, o primeiro passo nesse cronograma deve ser entender o que motiva o desejo de mudança. “Muitos mudam pelas razões erradas”, alerta Sandra Loureiro, professora do curso de administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e orientadora profissional. Entre atribuir a infelicidade de uma vida a um casamento em frangalhos ou à insatisfação com o dia a dia na cidade, vários preferem jogar toda a insatisfação no trabalho. Afinal, mesmo sendo difícil de resolver, trocar de emprego é mais fácil que trocar de cônjuge ou de cidade. Mas se a frustração realmente for com a função atual, o passo seguinte é criar um arquivo no computador, uma agenda convencional ou mesmo um simples caderno para programar cada passo dessa mudança, dos cursos à formulação do currículo.


2. Procure um mentor
Segundo estimativas de especialistas ouvidos, apenas 25% dos que dizem querer mudar de emprego efetivamente o fazem. E não é por falta de vontade que a mudança não acontece – muitos não conseguem fazer a troca por pura falta de organização. Ter um mentor, nesses casos, ajuda muito. Pode ser um coach ou um amigo mais experiente e de confiança não só para dar apoio quando as coisas apertarem ou atrasarem, mas também para oferecer uma perspectiva mais objetiva e menos apaixonada do processo de transição. “Perder o foco durante a mudança também é muito comum, e uma pessoa de fora consegue perceber esse distanciamento do objetivo inicial com mais clareza”, afirma Fátima Motta, coach, sócia-diretora da F&M Consultores. Sem contar que o coach pode acompanhar o candidato depois que o processo de transição for concluído. Afinal, na nova empresa, estabelecer metas e desenvolver ferramentas para atingi-las continuará sendo importante. Além do mais, muitas vezes, as mudanças de emprego implicam não apenas uma alteração na rotina de trabalho, mas também a adoção de um novo estilo de vida. Para os coaches ouvidos por, muitos dos que querem um novo cargo esquecem de que eles também precisam mudar para deslanchar na nova fase da vida profissional.



3. Invista em qualificação de curto prazo
Quem quer mudar de emprego e de área precisa desenvolver novas habilidades. Mas nem todos têm paciência ou dispõem de dois ou quatro anos para fazer uma nova faculdade ou um curso mais extenso antes de mudar de ramo. Para esses casos, há um verdadeiro universo de cursos de curta duração que dão boas noções de habilidades que, uma vez conquistada a vaga, serão refinadas pela prática do dia a dia. Aos que conseguiram se organizar para esperar alguns meses antes de começar a procura por um novo trabalho, há cursos de fim de semana, e até de férias, que dão noções de gestão de pessoas, contabilidade básica, administração de pequena empresa e liderança. “São aulas bastante direcionadas e eficientes que cobrem um bom conteúdo em pouco tempo”, afirma Fátima, da F&M Consultores. Quem deixou tudo para a última hora ainda pode recorrer aos cursos online, oferecidos atualmente por instituições de ponta e com horário mais flexível.


4. Use a internet como sua aliada
Em tempos de bancos de emprego virtuais e redes sociais, com poucos cliques é possível entrar em até 30 processos seletivos simultaneamente e anunciar, a mil ou duas mil pessoas, o desejo de mudar. O lado ruim de tanta facilidade é que fica igualmente fácil o candidato perder os critérios e entrar em seleções para vagas que pouco ou nada têm a ver com o seu perfil. “Já vi engenheiro tentando vaga em educação física sem ter qualquer tipo de formação para isso”, diz Caio Infante, diretor-geral da Trabalhando.com. Com currículo pronto, muitos fazem uma espécie de spam e se inscrevem para disputar o maior número de vagas possível, indiscriminadamente. “E não dava nem para falar que esse engenheiro estava infeliz com a engenharia”, afirma Infante. “Sinto que essas coisas acontecem mais porque é muito fácil fazer mau uso dessas ferramentas.”

O jeito certo de usar a internet é trocar as horas gastas navegando atrás de vagas inviávies nos bancos de emprego por tempo investido na elaboração de um currículo melhor e na familiarização com a área de atuação das empresas nas quais se pretende tentar uma oportunidade. A internet, nesse sentido, é uma ferramenta incomparável. Quase todas as grandes companhias têm sites bastante completos. Com as informações que eles oferecem, o candidato consegue elaborar um currículo mais alinhado às aptidões exigidas pela empresa pretendida (leia quadro sobre o currículo ideal na página 60). E pelas redes sociais, retoma o contato com colegas de profissão que podem dar um retrato melhor de como está o mercado, quanto se ganha, quanto se trabalha, se há boas vagas disponíveis e onde elas estão.


5. Mantenha ou melhore a produtividade no emprego atual
Ninguém busca um novo emprego porque se sente feliz e realizado onde está. A insatisfação, seja com o salário, com o volume de trabalho ou com a chefia, costuma ser a grande motivadora de mudanças nessa área. Mas isso não é razão para descuidar do desempenho no emprego atual durante a busca por uma nova colocação. Afinal, essa procura pode ser demorada e fazê-la empregado será sempre mais confortável. Além do mais, de acordo com os especialistas ouvidos, quem está empregado costuma ter melhores condições para avaliar uma nova oportunidade de trabalho do que quem está desempregado. A lógica é que quem já não recebe salário há alguns meses e vê, dia após dia, as contas se acumulando está mais propenso a aceitar ofertas que em condições normais seriam refutadas. Mas só continuar empregado não basta.

O ideal é aumentar a produtividade antes da saída. Ou seja, correr atrás de trabalho, se envolver em novos projetos e participar ativamente da vida da empresa. Mais do que deixar as portas abertas para um eventual retorno, mostrar serviço antes de partir é garantir uma carta de recomendação e deixar uma marca que, não raro, se espalha pelo mercado.


Fonte: ISTOÉ

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