Depois da promoção, mais trabalho

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Assumir uma nova função exige habilidades como o bom relacionamento e a capacidade de liderar equipes. Trabalho árduo, noites em claro, cursos de idiomas, especializações, estresse. O objetivo: a promoção.

Mas se engana quem pensa que este é o ponto de chegada. Após a promoção, uma série de novos desafios se apresenta ao profissional. E ele deve se preparar para isso porque o bom desempenho na função anterior nem sempre significa que assumir o lugar do chefe será tarefa fácil.

“O primeiro ponto a ser trabalhado é a autocrítica”, afirma Maria Almeida Garcia, diretora executiva e coach de uma empresa de soluções em Recursos Humanos. Isso porque a promoção muitas vezes exige uma mudança de papel: deixar para trás a função anterior, que será assumida por outras pessoas, e passar a liderar um novo grupo de pessoas.

Segundo o psicólogo clínico na área comportamental Carlos Esteves, é justamente o relacionamento com os outros que vai fazer a diferença para quem provou que tem o desempenho técnico e é escolhido para conduzir o trabalho de uma equipe. “Detalhes de interação entre as pessoas sinalizam capacidade de se relacionar. Deter essa capacidade, aliada ao conhecimento técnico, torna muito mais provável que o escolhido obtenha sucesso na nova função”, explica.

Partindo para a parte prática, como proceder? Antes de tudo, é preciso entender com clareza quais são as expectativas da empresa. “Quando assumimos uma nova posição e as metas e diretrizes da função não estão bem definidas, isso gera tensão e, por consequência, frustração”, diz Guilherme Piazzetta, especialista em liderança e executive coach. O segundo passo é observar bem a equipe, sem tomar atitudes imediatas. “Liderança tem muito a ver com entender como a equipe se movimenta, comunica, realiza tarefas”, confirma Maria Almeida.

Conflitos precisam ser administrados

Ascender de membro da equipe para coordenador ou chefe, dentro de uma organização, pode gerar atritos nas relações. É função do recém-promovido resolver os possíveis conflitos. “Quando noto uma mudança de comportamento de algum membro da equipe em relação a mim, após a promoção, o melhor caminho é chamar esta pessoa para uma conversa reservada e bastante objetiva”, aconselha o psicólogo Carlos Esteves.

É o conselho também da coach Maria Almeida Garcia. “Em uma situação dessas é necessário que sejamos francos e diretos. Identificar os problemas, conversar com os envolvidos e trazê-los para perto, no sentido de potencializar suas competências. Demonstrar que são parte importante do grupo”, diz.

A mudança de cargo dentro de uma empresa não implica em transformação de relações fora do ambiente de trabalho. “Não é uma promoção que torna uma pessoa diferente. Ela não pode perder de vista seus valores pessoais, pois eles foram levados em conta no momento da promoção”, afirma Esteves.

Exemplo

“Para chegar a sócio, pensei como se fosse parceiro da empresa”
Em 2007, estagiário. Cinco anos depois, sócio da companhia. Esta é a trajetória profissional de Murilo Jovtei, sócio da Go4! Consultoria de Negócios. “Desde que iniciei minha carreira na empresa, procurei pensar como se fosse parceiro na sociedade, mesmo estando muito longe disso”, conta. Jovtei explica que, pela natureza de seu trabalho, teve a chance de conviver com profissionais mais experientes, fato que acabou por lhe conferir grande “bagagem” pessoal e profissional – algo de que se vale hoje na execução de sua função na empresa. Segundo Jovtei, não existem fórmulas prontas para se conseguir uma promoção ou exercer a liderança dentro de uma equipe. “Com a experiência, aprendemos que é necessário que nos comportemos de diferentes formas, em momentos distintos, de acordo com o interlocutor. Isso sem deixar de lado nossos valores para agradar alguém”, finaliza.

Como crescer?

Para quem espera uma promoção, a autoavaliação é o primeiro passo
“Estou há muito tempo exercendo o mesmo cargo dentro da empresa, mas não sou promovido.” No mundo profissional, esse discurso se encaixa na fala de muita gente. Para lidar com a situação, o primeiro passo é a autoavaliação. “Por mais que as empresas possuam programas de desenvolvimento, em última instância você é o responsável por sua própria carreira”, elucida a coach Maria Almeida Garcia. É necessário, portanto, avaliar as próprias competências, assim como as qualidades valorizadas pela empresa em que se trabalha.
Conversar com alguém mais experiente pode ser útil nesse processo. Vale consultar um especialista ou até mesmo os próprios chefes. “Uma opinião externa ajuda a alinhavar ou rever sua autocrítica. Mas é preciso estar preparado para receber o feedback, seja ele positivo ou negativo”, orienta o psicólogo Carlos Esteves.

Fonte: Gazeta do Povo

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