Instabilidade no currículo pode fechar portas

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12 meses é o tempo mínimo para que o contratado dê retorno efetivo à empresa depois de assumir uma função.

Candidatos com pouco tempo de trabalho em muitas empresas indicam baixo nível de compromisso com as organizações

Uma das principais barreiras na carreira de um profissional é a instabilidade no currículo. A mudança constante de emprego infla o histórico de forma negativa e pode fechar portas no mercado de trabalho. Para os recrutadores, a instabilidade é mal vista e gera insegurança.

Para a maioria das empresas, a primeira análise na hora de contratar é a do histórico do candidato em outras organizações. Se o currículo é instável, existe a possibilidade de o profissional repetir o comportamento na nova contratação. De acordo com especialistas, profissionais com menos de um ano de contrato em diferentes empresas são considerados instáveis. O período é o mínimo esperado para participar de atividades de conhecimento da rotina corporativa, treinamentos e adaptação. Depois disso é que o funcionário começa a trazer um retorno efetivo para a empresa.

Como um processo de contratação custa tempo e dinheiro, um perfil inconsistente passa a não ser interessante. Sem perspectiva de entrega, o candidato deixa de ser contratado. “Ele vai concorrer com outros profissionais e, se naquele grupo houver pessoas com maior qualificação e estabilidade, acabará perdendo pontos na hora de ser avaliado”, explica a gerente de seleção da GD9 Assessoria em RH, Josimeiry G. Mattos.

Para a coach e consulto­ra em carreira e imagem Wa­leska Farias, a empresa precisa saber se o profissional está disposto a desenvolver uma carreira na companhia. “Uma carreira profissional não se faz apenas por nível de conhecimento, mas com maturidade, que se constrói ao longo do tempo”, lembra.

No jargão da área de recursos humanos, o profissional “pula-pula” pode representar falta de maturidade emocional. São pessoas com altos níveis de ansiedade, dificuldade de adaptação e sem paciência para trabalhar a maturação na carreira. “Quando a empresa busca um profissional mais completo, solicita também uma experiência mais consistente, pois acredita-se que ele não conseguirá adquirir essa plenitude sendo instável nas organizações”, afirma Josimeiry. O ideal é que o profissional não tenha pressa e não deixe a empresa na primeira dificuldade. “Algumas pessoas querem crescer muito rápido. São contratadas e a primeira coisa que querem é saber quando vão sentar na cadeira do diretor”, exemplifica Waleska.

Os recrutadores lembram que mudanças podem ser saudáveis e trazer novas experiências. Portanto, não existe tempo certo para permanecer no mesmo emprego. No século passado, era comum e recomendado que o tempo de trabalho em uma mesma colocação durasse décadas e até uma vida inteira. No início dos anos 2000, o cenário mudou e houve um conceito recente de que o profissional deveria estar sempre buscando novas experiências. Segundo Josimeiry, esse comportamento acabou se confundindo com o tempo do profissional na empresa, mas esse cenário mudou. “Hoje as empresas buscam profissionais mais estáveis”.

Mudança é positiva, conforme profissão

Em algumas profissões, a mudança frequente de empresas é comum e pode gerar bons resultados. Muitas organizações contratam por tempo determinado, por demanda ou para a realização de um projeto, o que é comum acontecer nas áreas de tecnologia da informação, engenharia, marketing e webdesigner. Essas mudanças de emprego podem até acontecer em instituições fora do país e contribuem para o crescimento do profissional. Para a gerente de seleção da GD9 Assessoria em RH, Josimeiry Mattos, “esse profissional é muito bem visto e vindo para as empresas”.

É o caso da engenheira mecânica Ana Rita Costa, recém chegada a Curitiba. Ainda no início da carreira, Ana estagiou na área de projetos de uma grande empresa de engenharia. Depois de formada, mesmo com passagens por contratos fixos, optou pela flexibilidade e há 20 anos trabalha com projetos independentes, muitos deles em obras para a Petrobras. “Na minha profissão há um leque muito grande de oportunidades de emprego com projetos, que têm início, meio e fim. Natural que você trabalhe em muitas empresas”.

Fonte: Gazeta do Povo

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